Agora você pode ir r a um museu, zoológico ou castelo Europeu, levando o seu iPod como guia . É que o famoso player portátil esta inspirando um grande grupo de pessoas a desenvolver conteúdo com informações sobre lugares turísticos . Vamos dizer que suas férias de verão incluem uma visita ao castelo de Luís XIV em Versailles. Basta baixar os podcasts que estão disponíveis no iTunes, transferi-los para o iPod e você está pronto para o passeio. É um fenômeno realmente fantástico – e internacional. A Galeria de Arte Moderna Tate, em Londres, O Museu Metropolitano de Nova York, O Museu de Arte Moderna em Londres, o Zoológico de San Diego, o Museu de Arte da Filadélfia, o Museu Nacional de Arte Africana e o Smithsonian de Washington, DC – todos eles oferecem podtours e alguns locais até tem iPods disponíveis .
Publicado em 09.08.2006 no Jornal do Comércio do Recife
Se você não conhece, não sabe o que está perdendo: podcasts. Arquivos de áudio produzidos por qualquer usuário – e também por empresas – com músicas, notícias, comentários, o que for. O melhor é poder baixar e sair ouvindo em um tocador de MP3. Mas quem não tem o aparelhinho pode acessar o conteúdo pelo computador. A mania da internet já virou reportagem em várias edições no Caderno de Informática do JC. Mas ainda é um gueto dentro do ciberespaço. Os números podem parecer expressivos – 20 mil podcasts pessoais e corporativos transmitidos e 2,5 milhões de ouvintes no Brasil –, mas têm muito o que crescer.
Vejamos a experiência da Agência Pode!, criada como braço de outras duas agências exclusivamente para desenvolver podcasts corporativos. Eles fizeram duas campanhas, da Fiat 30 anos e do instituto Great Place to Work, sempre buscando uma nova linguagem para a comunicação. Esse meio pede criatividade constante.
O resultado? Bem, não existem pesquisas de impacto, mas o diretor de Criação da Pode!, Roberto Miller Maia, acredita haver uma percepção por parte do cliente que podcast será uma mídia fundamental para as empresas, assim como é ter um site. Mas ele admite que o que vem sendo feito até agora pode ser considerado uma versão “beta” do que ainda pode vir. Os clientes, ao que parece, estão satisfeitos.
Do lado do usuário, um dos fatores que mais encantam no podcast é levar ao extremo a característica de democratização da informação que a internet carrega. Porque qualquer um pode criar um podcast em casa, com o mínimo de recursos, e colocar suas idéias – ou sua trilha sonora – na internet a quem interessar possa.
O público potencial é de 30 milhões de pessoas. Somente no Brasil.
Todos os clipes de musica criados até hoje no You Tube
A grande sensação da web o, YouTube ,está negociando com gravadoras para ter mais clipes musicais em seu acervo. Quer vídeos recentes e também o material que está em arquivo. O co fundador do site Steve Chen declarou que a meta é ter todos os clipes de musica já criados até hoje. O site vai exibir esse conteúdo de graça para os usuários e negocia também com as gravadoras como os clipes poderão gerar receita.
Por enquanto assista um clássico o grupo The Who nos anos 60 na sua apresentação sensacional no festival Monterey Pop.
Numa determinada época da minha vida,como todo bom cultuador dos anos 60, flertei com o orientalismo e acabei mergulhando fundo na filosofia ZEN . Em uma das primeiras lições comentava-se que :...”quando você não entende o ZEN; as arvores são arvores e as montanhas são montanhas, quando você começa a entender e estudar o ZEN; as arvores são montanhas e montanhas são arvores, quando você compreende o ZEN; as arvores novamente são arvores e as montanhas são também , novamente,montanhas”... Transportando este ensinamento para a atual situação da musica,que passa por um momento de tanta divagação sobre o seu futuro, a conclusão é bem simples, ou zen: a musica voltou a ser música, ou seja a duvida deve ser transportada para a questão: o que será do disco no formato que ficou conhecido convencionalmente? Sou da era do vinil ,ou pior do compacto quando uma musica era uma entidade única e independente, e quando vários singles ou compactos se juntavam , resultavam em um disco de sucesso. Todos já devem ter visto nos porões de suas casas ou dos seus avós aqueles pesados discos de 78 rpm, que só continham uma musica e sua vida útil dependia de quantas vezes fosse executado no toca discos, portanto voltamos ao passado e a musica virou musica novamente, sem disco de longa duração, ou um suporte material definido. O disco agora é virtual ,a democracia digital permite a cada um criar seu próprio disco , sua própria radio, sua seleção que pode durar os 60 giga do mais sofisticado i- Pod, ou 256 mg de sue i-pobre. A industria do disco está matando a ganância que ela própria inventou, sobrou o indomável, o resultado final do sonho do artista, sua pequena partícula abstrata de se expressar , uma musica que de nada mais depende, ou seja, só depende do ar para existir!
Boa dica para quem quiser divulgar seu podcast é o site PODCASTALLEY ele funciona como um search e não como hospedagem, mas é bem selecionado e criterioso . E o destaque é para parte sonora mesmo, ao contrário da febre do vídeo que invade a Internet.